Direito e educação financeira nas escolas

O brasileiro médio deveria ter um conhecimento maior em algumas áreas importantes para sua vida cotidiana como direito e educação financeira. É importante que a pessoa entenda como funciona a sociedade em que vive e também que ela aprenda a lidar melhor com seu dinheiro e, assim, aumente as possibilidades de atingir seus objetivos de vida, pelo menos os que precisem de capital. Atualmente, a maioria das pessoas não tem qualquer conhecimento de direito básico (organização da sociedade, leis fundamentais, etc) ou uma educação financeira suficiente para ajudar a melhorar suas vidas. Elas não sabem como funciona a sociedade em que vivem, nem como funciona ou para que serve a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério Público ou o Supremo Tribunal Federal. Também não sabem o que é inflação ou o que são juros e no que isso pode ajudar ou atrapalhar seus planos futuros.

É difícil uma pessoa exercer plenamente sua cidadania quando não conhece o sistema, nem as regras da sociedade em que vive. A inclusão na grade escolar do ensino médio de uma matéria que ensinasse noções básicas de direito poderia resolver este problema, ensinando o que são e quais são os três poderes, qual a divisão básica entre eles, as diferenças entre a Câmara de Deputados e o Senado Federal, como funciona a Justiça, quais são os direitos fundamentais, etc. Esta matéria deveria dar um entendimento básico da sociedade, como funciona e quais os direitos e obrigações mais essenciais das pessoas, transformando verdadeiramente um aluno em um cidadão informado e ciente das regras básicas e de como funciona a sociedade em que vive. Um cidadão que conhece o funcionamento de sua sociedade vota muito melhor que um cidadão que não conhece. Como escolher bem um deputado para votar se o eleitor nem sabe o que faz um deputado?
                       
Quanto à educação financeira, deveria ser incluída na grade escolar do ensino médio uma matéria que ensinasse aos alunos o que são juros e o quanto eles podem ajudar quando se poupa e investe e também o quanto eles podem atrapalhar quando se tem uma dívida. Uma matéria de educação financeira também ensinaria o que é a inflação e como ela tira parte do poder de compra da população, e que a pessoa deve viver dentro de sua realidade financeira, gastando no máximo o que ganha e de preferência menos do que ganha, para sobrar algum dinheiro para poupar e investir. Aprendendo essas noções básicas na escola, a população em geral teria uma capacidade maior de gerir sua vida financeira e, provavelmente, iria poupar mais e se endividar menos.

Desta forma, com a inclusão destas duas matérias na grade escolar do ensino médio junto com as matérias tradicionais (matemática, português, história, etc.), os alunos sairiam da sala de aula mais preparados para exercer sua cidadania e para planejar sua vida financeira de forma mais consciente. O direito e a educação financeira preparariam o aluno para viver melhor coletivamente e individualmente, sabendo como funcionam as coisas e o que pode ser feito para melhorar sua vida e a sociedade em que vive.

Nenhum comentário:

Postar um comentário