Guerra da independência

Grito do Ipiranga. Guerra da independência
Grito do Ipiranga, Pedro Américo. Guerra da independência

Apesar de pouco conhecida pelo público em geral, existiu uma guerra para o Brasil conseguir sua independência, esta guerra começou em fevereiro de 1822, antes da proclamação de D. Pedro I às margens do Ipiranga, e acabou somente em março de 1824, com a derrota das tropas portuguesas na Província Cisplatina (atual Uruguai). 

A guerra da independência aconteceu preponderantemente fora do centro político brasileiro, o Rio de Janeiro, e mais precisamente nas províncias sob maior influência e com o maior contingente militar português: Cisplatina, Bahia, Piauí, Maranhão e Grão-Pará (que representava na época o que é hoje grande parte da região norte brasileira). A estimativa é que morreram nesta guerra entre 2 e 3 mil pessoas.


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Apesar de raízes anteriores, principalmente a partir de 1808 com a elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, a guerra pela independência começou na Bahia em fevereiro de 1822, transformando Salvador em uma praça de guerra após a nomeação de Madeira de Melo (partidário português) ao Comando das Armas. 

Com a capital sob domínio português, a batalha pela independência da Bahia passou para o interior, transformando a Vila de Cachoeiras em sede do exército que lutava contra o domínio lusitano. 

Após inúmeras batalhas e o bloqueio naval da cidade de Salvador pela esquadra brasileira, em 2 de julho de 1823, as tropas portuguesas são derrotadas e a província da Bahia se torna livre. Esta data ficou conhecida como o dia da independência da Bahia e é feriado estadual.


Nas províncias do Piauí, Maranhão e Grão-Pará, as elites comerciais e donos de terras eram muito ligados à metrópole, tendo muitos deles tomado o lado português durante a guerra. 

No entanto, lentamente as tropas brasileiras foram conseguindo vitórias e apoio de vilas e cidades no interior destas províncias. Após conquistas no interior e bloqueio naval das cidades de Belém e São Luis, a vitória e união destas províncias ao império brasileiro foram alcançadas.


Só restava ao exército português a Província Cisplatina. Quando D. Pedro I proclamou a independência brasileira, o exército português na província ficou dividido, o Comandante das Armas Álvaro da Costa não abandonou a coroa portuguesa entrando em conflito com o General Frederico Lecor que ficou fiel ao Império do Brasil. 

Álvaro da Costa conseguiu conquistar Montevidéu e expulsar Lecor para o interior. Pouco mais de um ano depois, Lecor conseguiu tomar a capital da província para o Brasil, mas continuou sofrendo inúmeros contra-ataques portugueses até que, em março de 1824, forçou a rendição de 2 mil soldados portugueses, acabando com a última resistência portuguesa na América e com a guerra pela independência. 

Não obstante as batalhas terem terminado nesta data, Portugal somente reconheceu a independência do Brasil um ano depois, em 1825.


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A guerra da independência não provocou batalhas generalizadas pelo Brasil todo, nem tampouco ficou muito marcada em nossa história, mas como toda guerra criou alguns heróis. 

E alguns destes heróis da independência foram homenageados com nomes de rua pelo país afora, principalmente, no famoso bairro de Ipanema na cidade do Rio de Janeiro, onde existem, entre outras, as ruas: Joana Angélica (freira que foi morta por soldados portugueses defendendo seu convento de uma invasão durante a guerra); Maria Quitéria (mulher que fingiu ser homem para entrar no exército e lutar pela independência do Brasil e ficou conhecida no império e na história por seu heroísmo); Visconde de Pirajá, Barão de Jaguaripe e Barão da Torre, respectivamente, os irmãos Joaquim, Francisco e Antonio Pires de Carvalho e Albuquerque (chefes políticos e militares que lutaram pela independência e membros da Casa da Torre de Garcia D’Ávila); e Garcia D’Ávila homenageando a família dos três acima citados. Além destes, os combates pela independência também marcaram as primeiras batalhas de uma grande figura da história brasileira, o jovem militar Luis Alves de Lima e Silva, que viria a se tornar no futuro, o Duque de Caxias.


Portanto, ao contrário do que muita gente pensa, existiu uma guerra para o Brasil ficar independente de Portugal. Não foi uma guerra espalhada por todo território nacional e sim concentrada em algumas regiões. Mas existiu com todas as suas facetas: batalhas sangrentas, feridos, mortes, derrotas, conquistas e heróis.


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