A revolta dos escravos

Imagem do Coliseu de Roma. A revolta dos escravos
A revolta dos escravos

A revolta dos escravos, mais especificamente a 3ª guerra servil, ficou muito conhecida de todos depois que o cinema a transformou em filme e a TV em série com o nome do líder mais famoso da rebelião: “Spartacus”. 


E o cinema e a TV se interessaram bastante por essa revolta servil porque, apesar de existirem duas guerras anteriores, a 3ª guerra foi a única que verdadeiramente ameaçou Roma e da qual poderia se tirar um herói que enfrentou um grande poderio militar. As outras duas ficaram restritas a região da Secília, sendo consideradas apenas entreveros menores pelos lideres romanos.


A rebelião em questão teve inicio na cidade de Cápua (cerca de 300km distante de Roma pela Via Ápia) quando um grupo de aproximadamente setenta escravos, que estavam sendo treinados para servirem como gladiadores, se rebelaram contra seus mestres e fugiram de seu cativeiro.


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As guarnições do exército romano em Cápua enfrentaram o grupo liderado por Spartacus, mas foram derrotados. Importante salientar que os gladiadores eram treinados para serem guerreiros e lutarem até a morte, além de serem fortes e preparados fisicamente, por isso conseguiam enfrentar os soldados romanos. Mas não tinham qualquer treino militar ou para batalhas.


Com a fuga de Cápua, o grupo começou a assaltar as ricas residências ao redor da cidade, tomando armas, coisas de valores e libertando os escravos. 

Para contornar o problema, os romanos enviavam cada vez maiores quantidades de soldados para prender os revoltosos. No entanto, estes eram sempre derrotados e a cada vitória de Spartacus e seus homens, crescia sua fama e mais escravos fugiam para se juntar a ele. 


Quando Roma percebeu que o problema estava crescendo, enviou três mil homens comandados por um pretor (alto cargo da hierarquia romana) para acabar com a rebelião. 

Os romanos cercaram os revoltosos no monte Vesúvio, deixando eles sem saída. Mas foram aniquilados por eles, que utilizando cipós e raízes desceram pelos penhascos do Monte e atacaram por trás as tropas do pretor.


Após essa vitória, a fama de Spartacus continuou crescendo e alcançou regiões mais distantes, trazendo mais e mais pessoas para o seu lado. Estima-se que mais de 120 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças tenham se juntado a ele. 

Com isso também crescia a ira romana, que enviava legiões e mais legiões para enfrentá-lo e era sempre derrotada. Os lideres romanos não entendiam como o maior exército do mundo, muito treinado e preparado não conseguia vencer simples escravos.


Após muitas batalhas e muitas derrotas, Roma se organizou e juntou um grande exército para combater Spartacus. Enviou para batalha dezenas de milhares de soldados muito bem preparados e comandados por Marcus Crassus, um líder bastante severo, que posteriormente se tornaria Cônsul (cargo mais alto da estrutura republicana de Roma) em aliança com Pompeu e Julio César.


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Dizem que seus soldados tinham mais medo dele do que de qualquer inimigo e que ele não titubeava em matar seus próprios soldados (dezenas deles) para mostrar que esse medo tinha fundamento. 

Com a entrada de Crassus e seu forte e numeroso exército, a guerra começou a mudar de lado e, no fim, Roma saiu vitoriosa matando a maioria dos revoltosos em batalha e crucificando outros milhares na Via Ápia.


Ninguém sabe ao certo qual era o objetivo de Spartacus e seu grupo. No começo era fugir da escravidão obviamente, mas e depois? 

Muitos afirmam que esse ainda era o objetivo, escapar para fora da Itália para que todos pudessem ser livres. Já outros afirmam que o grupo tinha como objetivo tomar Roma, invadir a cidade e conquista-la. Nunca descobriremos a real intenção do grupo. Mas de um jeito ou de outro, eles tiveram próximos, durante os anos da rebelião, de alcançar tanto um quanto outro objetivo.


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