João Pessoa, a cidade onde o sol nasce primeiro

Vista da cidade de João Pessoa, história da cidade onde o sol nasce primeiro
João Pessoa, a cidade onde o sol nasce primeiro

Em agosto é aniversário de João Pessoa, que é capital, centro econômico e político do estado da Paraíba. A cidade é conhecida como o lugar onde o sol nasce primeiro por estar localizada no ponto mais oriental do continente americano. O Farol de Cabo Branco, um ponto turístico local, marca o lugar mais extremo da América continental. Como veremos a seguir, João Pessoa também tem uma história muito rica, sendo uma das cidades mais antigas do país e parte importante da Nova Holanda durante a ocupação holandesa. 

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A história começa com a fundação da cidade em 5 de agosto de 1585, colocando João Pessoa como a terceira capital mais antiga do Brasil. No entanto, seu nome original era Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, o que se modificou poucos anos depois, quando a cidade passou a se chamar Filipéia de Nossa Senhora das Neves em homenagem ao rei Felipe de Espanha e Portugal (ler mais sobre a União Ibérica no texto “a época em que o Brasil foi espanhol”). Esta mudança de nome foi somente a primeira de muitas ao longo da história até a cidade chegar ao nome atual. Assim sendo, algumas décadas depois da fundação e após a invasão holandesa criando a colônia Nova Holanda, a cidade passou a se chamar Frederikstad em homenagem ao príncipe holandês Frederico Henrique.


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Frederikstad (atual João Pessoa) era uma das principais cidades da Nova Holanda junto com Mauritsstad (atual Recife), que era a capital da colônia holandesa (que compreendia quase todo o atual nordeste brasileiro). Durante este período, a região recebeu inúmeros colonos holandeses de diversas religiões (calvinistas, judeus, etc.), que ajudaram a mudar a cultura do local. Essa pluralidade religiosa não acontecia com o domínio português, já que estes obrigavam a todos uma conversão ao catolicismo para ficar na colônia.

Imagem da Estação Cabo Branco. João Pessoa, a cidade onde o sol nasce primeiro
Estação Cabo Branco. João Pessoa, onde o sol nasce primeiro

Após a conquista da região pelos portugueses e o fim da Nova Holanda, a cidade volta a se chamar Nossa Senhora das Neves. Mas pouco tempo depois, sua denominação é alterada novamente, desta vez para Parahyba (em razão do Rio Paraíba que dá nome ao estado). E a capital estadual ficou conhecida assim até 1930, quando o político João Pessoa, na época governador do estado da Paraíba e candidato a vice-presidente da República pela chapa de Getúlio Vargas, foi assassinado em Recife. Com a grande comoção que causou a morte do governador, a Assembléia Legislativa Estadual alterou o nome da cidade em sua homenagem e a capital paraibana passou a ter seu nome atual.


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João Pessoa cresceu bastante ao longo dos anos, se tornando uma cidade de arquitetura moderna e repleta de arranha-céus. Além disso, a cidade conta com muitas áreas verdes, tendo recebido, na década de 90, o título de segunda capital mais verde do mundo. Os pessoenses devem se orgulhar bastante de sua cidade com uma história tão rica, que consegue juntar modernidade sem acabar com as áreas verdes, além de contar com uma belíssima orla e temperatura média acima dos 25 graus quase o ano todo. 



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11 comentários:

  1. Nao ha um so lugar no brasil onde o sol nasce primeiro. Os leigos enxergam a questao pelo mapa, mas nao e' assim q funciona. Vejam isso em http://escalonamento.tripod.com/ondeosolnasce

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    1. Olá, grato pelo comentário. A frase "a cidade onde o sol nasce primeiro" é uma metáfora, uma maneira poética de dizer que João Pessoa fica na parte mais oriental do continente americano. Não é para interpretar de maneira literal.

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  2. Se usa o termo "primeiro" entao se refere a uma questao matematica e todos entendem q "primeiro" significa primeiro e, sendo assim, é enganosa, como fizeram com um estudante chileno, por exemplo, q passou a noite inteira la na ponta do seixas para ver o "primeiro" sol das americas. Um slogan para uma cidade nao pode ser enganoso, ate pq isso pega mal para o lugar. Poesia é outra coisa.

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    1. Você diz que o nome (ou expressão) que identifica uma cidade deve ser literal. Neste caso, você acredita que Nova Iorque é feita de maçã ou que algum turista desavisado está tentando comer algum edifício somente porque a cidade é conhecida como a “Grande Maçã” (Big Apple)? Ou que chamar Paris de “Cidade Luz” é propaganda enganosa, já que São Paulo tem mais lâmpadas que Paris e a cidade não é reluzente como o sol? Nome de “Cidade Luz” não é apenas ligada a iluminação da cidade, mas também uma metáfora de ideia, ligada ao iluminismo e ao fato de Paris ser um dos centros de pensadores e artistas da Europa. Temos outros “n” exemplos, mas acho que está bom esses acima. Lamento em lhe informar que, na imensa maioria das vezes, uma palavra ou expressão que identifica uma cidade é somente uma metáfora ou uma maneira poética, carinhosa de se referir a ela. Grande abraço.

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  3. Poesia é dizer q Nova York é a "Grande maçã" e nao q Nova York é a única grande maçã e q Paris é a "Cidade Luz" e nao q Paris é a única cidade luz. Numeros identificam exatidao matematica e como tal podem ser derrubados de acordo com suas verdades. É preciso ter cuidado com as palavras e com os numeros, pois uma simples virgula pode condenar ou salvar: "Nao tenha clemencia!" ou "Nao, tenha clemencia!" e pode fazer desaparecer seu dinheiro: 23,4 ou 2,34. Numeros ou definicoes colocados em lugares errados mudam tudo. As pessoas olham o mapa e, todos, sem excecao, dizem q é em JP q o sol nasce PRIMEIRO, ANTES DE TODOS OS LUGARES. Mas, nao é assim, existe prova da fisica e, entao, nao podemos permitir tal enganacao. O pior é insistir nisso. A humildade é a maior das virtudes.

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    1. Caro ES, vou encerrar nossa discussão aqui. Acredito que, se continuarmos, ela se tornará inócua, repetitiva e de pouco interesse para os leitores, uma vez que os argumentos, de ambos os lados, já estão expostos nos comentários anteriores e o tema debatido sequer é o objeto principal do texto. Como se verifica após uma rápida leitura, o objetivo da postagem é homenagear João Pessoa e contar um pouco de sua história e não saber se a expressão que identifica a cidade deve ser interpretada literalmente ou não. Assim, agradeço a opinião que você defendeu neste espaço e o debate proporcionado por ela, acreditando que o leitor já tem argumentos suficientes, expostos nos comentários anteriores, para concordar ou não com essas ideias. Não acho enriquecedor para o espaço que fiquemos repetindo argumentos indefinidamente. Abraços.

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    2. Autor do blog se saiu muito bem, foi político e atencioso. A informação adicional também foi interessante. Desnecessário a força que fez o leitor para "ter razão". É um caso para um psicanalista.

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    3. BSN, parabéns pelo seu fígado. Aguentar um porre desse sem fazer cara feia não é pra qualquer um. Você vai pra o céu.

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  4. Concordo com o autor do texto. Pela leitura do texto, é óbvio que não está falando literalmente, e ninguém lê textos como este, livros, contas ou algo do tipo interpretando tudo literalmente, pois não se trata de um artigo científico, e creio que a maioria das pessoas consegue facilmente identificar isso. Se todos esses textos fossem escritos como os livros de ciência, seriam um saco, e a proposta não é essa. Sugiro que mantenha a forma poética de escrever, pois ninguém leva metáforas ao pé da letra e dá para entender perfeitamente. Não existe nenhuma regra dizendo que textos poéticos não podem usar números, só frutas, haha. Acho que todo mundo entendeu a mensagem da metáfora, então o texto atingiu o seu objetivo.

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  5. Muito bom o testo e a homenagem a linda cidade de João Pessoa

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