Os gigantes capitalistas na história

Os gigantes do capitalismo ajudaram seus países e o mundo a se desenvolverem de maneira bastante acelerada a partir do século XIX. Esses homens contribuíram com suas idéias e seu trabalho, nem sempre atuando da maneira mais correta, mas sempre ultrapassando seus limites e ajudando a desenvolver a economia e a indústria mundo afora. Muitos contribuíram para o rápido desenvolvimento econômico do planeta nesta época, mas vamos falar aqui de três gigantes americanos e um brasileiro que se destacaram no desenvolvimento industrial de seus respectivos países.

Nos Estados Unidos da segunda metade do século XIX e começo do século XX, algumas pessoas ajudaram a transformar, em pouco tempo, um país destruído pela guerra civil em uma das maiores potências do mundo. Alguns dos principais personagens desta transformação foram: John Rockefeller, Andrew Carnegie e JP Morgan. Dos três, apenas Morgan já nasceu rico, os outros dois precisaram batalhar e correr atrás para conseguirem fortuna e a partir daí montarem seus impérios. E foi nesse caminho para constituírem fortuna que eles construíram a base industrial de seu país.

E foi com essa fortuna, junto com o poder gerado pelo monopólio em seus campos de atuação e a competição entre os três gigantes (que disputavam para ver quem era o mais rico deles), que eles se tornaram uns dos principais personagens do grande desenvolvimento americano do fim do século XIX. Rockefeller com seu petróleo, levando querosene e luz ao país inteiro que antes vivia no escuro e, posteriormente, combustível para os automóveis. Carnegie desenvolvendo a indústria do aço e ajudando a construir ferrovias, pontes e arranha-céus. E Morgan, entre outras coisas, sendo um dos responsáveis pelo consumo da energia elétrica pelas pessoas em geral (financiando Edison) e pela iluminação elétrica da primeira cidade no mundo (Nova Iorque). Além de serem peças fundamentais no desenvolvimento econômico americano, os três também ajudavam os mais pobres doando muito dinheiro para caridade. Carnegie, por exemplo, doou quase toda sua fortuna em vida, muitos bilhões de dólares em valores atualizados. 

Mas nem tudo eram flores e nem todas as ações dos gigantes eram boas. Naquela época não existiam leis sobre concorrência e a concorrência desleal era prática usada corriqueiramente por eles. Também não existia legislação trabalhista e a exploração do trabalhador (que ganhava muito mal, trabalhava demais e sem segurança) também era comum. Estas práticas ajudaram os três a constituírem seus grandes impérios e formarem fortunas inimagináveis nos dias de hoje. Para se ter uma ideia, os três juntos tinham uma fortuna avaliada em mais de um trilhão de dólares em valores atuais. As três pessoas mais ricas do mundo nos dias de hoje tem um patrimônio avaliado em aproximadamente duzentos e vinte bilhões de dólares, pouco mais de 20% do que tinham os três gigantes.

Aqui no Brasil, também existiu um gigante da economia: O Barão de Mauá (que depois se tornou Visconde de Mauá). Ele também não nasceu rico e constituiu enorme fortuna, que em seu auge chegou a ser maior que o orçamento do império brasileiro. Como os gigantes que viviam no Estados Unidos, Mauá ajudou muito a desenvolver o Brasil, praticamente iniciando a industrialização aqui. Ele criou estradas de ferro, estaleiro, fundição, bancos, etc. O problema de Mauá é que, enquanto o trabalho dos gigantes americanos gerava competição entre eles e outros empresários, ajudando a desenvolver cada vez mais o país, seu trabalho aqui gerava uma certa revolta na aristocracia.

A nobreza aristocrata, que ocupava os altos cargos do governo, era fazendeira e escravagista. Essas pessoas não queriam a industrialização do país, pois achavam que o Brasil deveria permanecer agrícola. Por isso, não gostavam muito das idéias de desenvolvimento e industrialização de Mauá e nem dele próprio, que era abolicionista e não via desenvolvimento para o país sem o fim da escravidão. Ou seja, ao contrário do que aconteceu com seus pares americanos, seu trabalho aqui não gerou competição e todo o desenvolvimento que ele proporcionou não foi continuado por outros. Pelo contrário, ele foi continuamente sabotado até ir à falência. Mas, mesmo sem competição ou ajuda na industrialização do país, Mauá fez muito e se tornou um dos gigantes do capitalismo.

Os gigantes do capitalismo e da economia não são vilões nem heróis. São apenas pessoas comuns que, como todos, cometeram muitos erros e alguns acertos. Mas que sonharam, lutaram e trabalharam para alcançar seus objetivos. Não esperaram receber nada de ninguém ou algo cair do céu, mas correram atrás de seus sonhos para construir grandes fortunas e verdadeiros impérios. E dessa maneira, ajudaram a desenvolver a economia e seus países de uma maneira nunca vista na história anteriormente.

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