Vices e suplentes

Pouca gente dá valor, mas os cargos de vice e suplentes são muito importantes na política brasileira. No executivo, temos vários exemplos, incluindo presidentes da república, que foram eleitos como vice, mas governaram o Brasil. No legislativo, muitos deputados e senadores que não são eleitos ou são como suplentes, assumem o cargo quando o titular vira ministro, secretário de estado ou ganha uma outra eleição.
No entanto, apesar da importância, pouca gente sabe como são eleitos vices e suplentes e quem são os vices e suplentes de seus candidatos. Nas eleições para o executivo (prefeito, governador e presidente), o eleitor elege uma chapa formada pelo titular e pelo vice. Assim, votando no titular, a pessoa está votando automaticamente no vice, que poderá algum dia ocupar o lugar do titular no impedimento deste último. Nas eleições para o senado, acontece mais ou menos a mesma coisa, cada senador titular tem dois suplentes e o eleitor elege uma chapa com os três. Conhecer os suplentes do senador é muito importante, uma vez que é muito normal o titular sair do cargo antes do fim do mandato (que são de oito anos) para outro cargo e o suplente assumir seu lugar.

Nos casos acima, eleições majoritárias, o eleitor escolhe uma chapa que conta com o titular e seu vice ou suplentes já definidos, não tem muito mistério. Já nas eleições proporcionais, que são realizadas para eleger deputados (estaduais e federais) e vereadores, o eleitor não vota em uma chapa ou diretamente em um candidato, mas sim em um partido ou coligação (ler sistema proporcional de eleição). Assim, se o partido ganha “x” números de deputados, os candidatos mais votados deste partido, até o número de “x”, são eleitos. Se algum deles precisar ser substituído é chamado como suplente o candidato, da lista do partido, com mais votos que não entrou no numero “x” de vagas. Ou seja, se o partido elegeu três deputados e um se tornou ministro e tem que ser substituído pelo suplente, o partido chama seu quarto deputado mais votado para assumir a cadeira vaga. Neste caso, todos os candidatos disputam a titularidade do cargo, mas os que não conseguirem se eleger, poderão, mais tarde, ocupar este cargo como suplente.

Como já dito no começo do texto, pouca gente se importa com os vices e suplentes. Mas, é espantoso o números de candidatos suplentes que ocupam cargos de deputados e senadores. Além disso, nos últimos trinta anos, o Brasil teve dois presidentes que foram eleitos como vice em suas chapas. Ou seja, não dá para desprezar a importância dos vices e suplentes na política brasileira, sendo muito importante, nas eleições majoritárias, conhecer a chapa completa em que se está votando, caso contrário pode se levar gato por lebre (escolher um candidato e ser governado por outro).

2 comentários:

  1. Jango Goulart foi eleito vice e não era da chapa do Jânio Quadros que foi eleito presidente. Ganhou, no voto, para vice.

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    1. Naquela época era assim. Hoje os vices e suplentes são eleitos em uma chapa, no caso de eleições majoritárias. Obrigado pelo comentário. Abraços.

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