Retrospectiva 2014

O ano de 2014 está chegando ao fim e entrará para história em alguns dias. Este período foi marcado por vários eventos importantes. Tivemos eleições, copa do mundo, petrolão e fora do Brasil, o incidente entre Rússia e Ucrânia, que está gerando embargos e uma crise econômica em Moscou, e que repercute no mundo inteiro.

No começo do ano a Rússia anexou a região da Criméia e entrou em conflito com a Ucrânia, União Européia e EUA. Estes países resolveram fazer alguns embargos econômicos contra Moscou, o que somado com o baixo preço do petróleo (principal produto russo) gerou uma crise econômica para os próximos anos na ex-república soviética. Mas, para o Brasil, mais especificamente para agroindústria do país, os embargos podem abrir caminhos para uma maior exportação, já que 40% dos alimentos consumidos na Rússia são importados e os principais concorrentes estão embargando e sofrendo embargos comerciais de Moscou.
No campo do esporte, no Brasil foi organizada, com bastante sucesso, a copa do mundo de futebol. Sucesso fora de campo com a organização e dentro de campo com um bom futebol apresentado, mas fracasso total da equipe verde amarela que deixou a copa após duas goleadas para lá de humilhantes. Apesar da tristeza deixada pela seleção, os brasileiros têm o que comemorar, pois provaram que são capazes de organizar um grande evento, teve muito turista e até mesmo profissionais da mídia dizendo que a copa deveria ser sempre no Brasil. O lado negativo foi o alto gasto público com o evento.

Entrando na política, em 2014, foi realizada eleição para presidente da república. Após uma campanha eleitoral bastante acirrada e disputada, que gerou muita emoção em ambos os lados, a presidente Dilma foi vitoriosa e reeleita para mais um mandato. No entanto, como o resultado da eleição foi muito apertado, também não deixou de ser uma pequena vitória para oposição, que saiu das urnas legitimada a ser oposição, coisa que não acontecia há muito tempo.

Ainda no campo da política e entrando um pouco no âmbito criminal, este ano ficou marcado pela investigação do petrolão, um enorme esquema de corrupção envolvendo executivos de empresas que contratavam com a Petrobrás, executivos da estatal e políticos e partidos políticos que comandavam a empresa. A investigação ainda está sendo feita e já se sabe que o esquema era muito grande, envolvendo largas somas de dinheiro subtraídas dos cofres da empresa e ainda vai dar o que falar por muito tempo.

De maneira geral, o Brasil começa o ano com um novo mandato da presidente Dilma, com a investigação do petrolão, que pode desaguar em investigações em outras estatais, e com uma oposição mais presente na política nacional. Este quadro, além da crise na economia, pode dificultar bastante o segundo mandato da presidente e ela terá que se esforçar bastante para se equilibrar entre as forças políticas que a sustentam no congresso. Ou seja, os próximos anos devem ser bem conturbados na política nacional. Fora isso, o Brasil começa a se preparar para receber os jogos olímpicos de 2016 com os brasileiros torcendo para que as olimpíadas tenham o mesmo sucesso da copa, mas sem o gasto público em excesso desta vez.

2 comentários:

  1. Enfim estamos indo com as graças de Deus para 2015. Esperanças é o que não falta no coração de cada um de nós.

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  2. Olá,
    Alguns arremates rápidos sobre as questões que levantou nesse post:
    Não me surpreenderia se a crise da Ucrânia descambasse pra uma guerra no ano que vem;
    Infelizmente o fracasso dentro de campo não serviu para o país rediscutir o futebol brasileiro. Faz parte das nossas características evitar mudanças muito radicais em qualquer área. Somos adeptos de mudanças "graduais, lentas e seguras";
    Não me iludo com essa investigação da petrobras. Ela só vai até aonde interessar para destruir a reputação da estatal e do governo. Quem estiver fora desse âmbito, está a salvo das investigações;
    E sim, viveremos anos difíceis na política, por culpa da estratégia equivocada de Dilma Rousseff que preferiu trazer a oposição para dentro do governo, em vez de esmagá-la de uma vez por todas.
    Grande abraço.

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