Política: razão versus paixão

O brasileiro, em geral, vê a política como um jogo de futebol, onde a paixão se sobrepõe a razão. Torce por políticos como se fossem jogadores de seu time e os defende mesmo que eles estejam errados, afinal, para o apaixonado, seu time nunca está errado e sempre conseguirá o título.

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No entanto, na política, como na vida, todos erram e acertam de vez em quando. Os atos dos governantes devem ser analisados de maneira racional, aplaudidos quando forem bons e criticados quando forem ruins. O problema é que o apaixonado brasileiro só aplaude, mesmo quando tudo está errado, ou só critica, mesmo quando o político acerta.

A consequência disso são as brigas entre governistas e antigovernistas que acontecem quando os dois grupos se encontram. As discussões que deveriam ficar somente no campo das ideias (pois uma pessoa pode, e até deve, tentar convencer o outro do que acha melhor para todos), acabam em agressões físicas. A paixão não permite a troca de opiniões, pois cega e não deixa ninguém ceder um milímetro no que acha. Desta maneira, as pessoas não se entendem e tudo fica muito mais difícil.

Ler reportagem do Globo.com sobre a briga de manifestantes:
Ato em defesa da Petrobras tem briga no Rio


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