Viver mais com menos

É normal conhecermos, ou sabermos por programas de TV, pessoas que trocaram a vida tradicional por algo mais simples e encontraram a felicidade nesta mudança. Nessas histórias pessoas largam altos salários e vidas estressantes para viver de maneira bem mais simples e sem estresse, normalmente afirmando não se arrependerem desta decisão e que encontraram a felicidade desta maneira, vivendo mais com menos.
Esta afirmação até faz sentido, já que a equação é simples: quanto menos simples a vida, mais dinheiro é necessário, para se ter mais dinheiro, em regra, é preciso mais trabalho e quanto mais trabalho, mais estresse e menos tempo para o resto. Por outro lado, quanto mais simples a maneira de viver, sobra mais tempo para família e lazer e existe menos estresse, se vive mais com menos. O que importa é a qualidade de vida e não quanto ou o que você tem. Um dos questionamentos por trás desta ideia é se vale a pena ganhar muito dinheiro, tendo que trabalhar demais, se estressar demais, para no final acabar perdendo coisas muito importantes que não voltam e que o dinheiro não pode comprar como, por exemplo, a infância de seu filho. No mesmo sentido, de que adianta ganhar mais dinheiro do que você ganha atualmente e não ter tempo suficiente para gastar a contento este dinheiro. Não seria melhor trabalhar menos, ganhar menos, mas aproveitar melhor a vida, passar mais tempo com a família, amigos e fazer coisas que você realmente gosta e te deixam feliz?

Nossa sociedade sempre ensinou que precisamos ter cada vez mais coisas para vivermos felizes, que nossa felicidade depende de comprar coisas cada vez melhores e mais caras. Você tem que ter uma casa grande e de muitos quartos, um carro de luxo e outras coisas do tipo para conseguir a felicidade. Mas será que você precisa mesmo disso tudo? Uma casinha pequena e confortável não pode fazer alguém feliz? E a felicidade não pode ser alcançada com um carro popular ou sem carro algum? Será que você realmente faz tanta questão destas coisas e de tantas outras que consume (muitas que nem usa direito) ou só quer essas coisas para mostrar para a sociedade que venceu na vida? E por último, será que vale a pena trocar coisas que realmente importam na vida para tentar consumir outras, que podem não fazer tanta diferença para você, somente para não ficar atrás dos outros?

A felicidade é algo muito subjetivo, cada pessoa sabe o que pode ou não pode lhe fazer feliz. Assim, algumas pessoas precisam de muito pouco para serem felizes e podem viver mais com menos, enquanto outras precisam de mais e, consequentemente, precisam lutar mais para alcançar esta felicidade. Por isso, só você pode saber se precisa de mais ou de menos para ser feliz. No entanto, a história de vida dos que encontraram a felicidade na maior simplicidade, nos mostra que devemos observar se as coisas pelas quais estamos lutando, nos estressando e nos desgastando realmente merecem esse esforço e se não estamos deixando de lado coisas mais importantes e insubstituíveis para lutar por elas.

Um comentário:

  1. É verdade...
    Aboli certas coisa da minha vida e estou me sentindo bem melhor. algumas delas? O carro e tv à cabo.
    Caramba! Como é bom sentir está liberdade de andar de coletivo e redescobrir as coisas, a cidade e as pessoas, no dia a dia.
    Mesmo andando de transporte público, que ainda deixa muito a desejar em termos de mobilidade urbana.
    Verdade...
    Vou comprar uma bicicleta... rsrs
    Um abraço.

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