A história da retomada de Corumbá

Foto com vista do Rio Paraguai. A história da retomada de Corumbá.
Porto da cidade. A história da retomada de Corumbá

A história da retomada de Corumbá conta a recuperação pelas tropas brasileiras da cidade conquistada pelos paraguaios dois anos antes, durante a Guerra do Paraguai. Corumbá é, atualmente, um município do Mato Grosso do Sul que faz fronteira tanto com a Bolívia (Puerto Quijarro e Puerto Suarez) quanto com o Paraguai (Puerto Murtinho) e fica à beira do rio Paraguai, sendo um importante porto fluvial do estado sul-mato-grossense. 

Na época da Guerra do Paraguai, a maior parte dos produtos da região era escoado para Europa e outras partes do mundo pelo porto de Corumbá, que também era caminho para outras cidades da província de Mato Grosso, inclusive a capital Cuiabá.
Solano Lopez, presidente paraguaio, iniciou o conflito, que se tornou a Guerra do Paraguai, ao aprisionar o navio brasileiro Marquês de Olinda no rio Paraguai. Este navio levava o presidente da província do Mato Grosso, que foi detido e morreu em uma prisão paraguaia. 

A partir deste episódio, o Brasil cortou relações com o Paraguai, mas, mesmo assim, não esperava uma guerra. Solano Lopez, se aproveitando do fator surpresa e da ausência de força militar brasileira significante em grande parte do território brasileiro, invadiu o país em duas grandes frentes (uma no Rio Grande do Sul e outra no atual Mato Grosso do Sul), além de também invadir Corrientes na Argentina.


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No final de 1864, o exército paraguaio, com mais de três mil homens e protegido por dez embarcações, atacou o Forte Coimbra (no atual município de Corumbá). Apesar de contar com menos de duzentos homens, o exército brasileiro, sob comando do Tenente-Coronel Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, resistiu por cerca de dois dias antes de ter que abandonar a posição e se retirar rio acima.


Assim, nos primeiros dias de 1865, o exército paraguaio, comandado pelos Coronéis Vicente Barrios (por água) e Izidoro Resquin (por terra) ocupou a cidade de Corumbá (os homens de Solano, nesta época, também ocuparam outras cidades da região, assim como cidades no Rio Grande do Sul e na Argentina). 

Os paraguaios classificaram as vitórias no Brasil como um passeio militar, pois, como dito anteriormente, o Brasil, na época, não esperava qualquer ataque e estava completamente despreparado para reagir à ofensiva paraguaia.


Para se ter uma ideia de quanto o Brasil (Argentina e Uruguai também) estava despreparado para a guerra. No mesmo ano de 1865, os três países assinaram o Tratado da Tríplice Aliança para lutarem contra o Paraguai, mas as tropas da aliança reunidas, prontas para entrar em ação, não chegavam a um terço das tropas paraguaias. 

Mesmo sem estarem preparados, diante da invasão de seus territórios, Brasil e seus aliados tiveram que reagir. Na província do Mato Grosso foi organizada uma resistência aos paraguaios para evitar seus avanços e tentar recuperar os territórios invadidos, enquanto isso, o império enviava homens de outras províncias para auxiliar as tropas locais nestas missões.


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Mas foi somente em 13 de junho de 1867, mais de dois anos e várias batalhas depois da invasão, que o exército brasileiro, sob o comando do Tenente-Coronel Antônio Maria Coelho, conseguiu expulsar os paraguaios e recuperar a cidade de Corumbá. 


Enquanto os brasileiros lutavam para recuperar seu território no Mato Grosso, também se desenrolavam batalhas no sul do país e na Argentina e conforme a Tríplice Aliança recuperava seus territórios, a guerra avançava para dentro do Paraguai até a vitória dos aliados em 1870.


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