Mais dinheiro para saúde e educação (parte 2)

Como descrito no primeiro texto sobre o assunto (clique aqui para ler), não é necessariamente a quantidade de dinheiro que vai melhorar a qualidade das áreas de saúde e educação pública no nosso país. A corrupção e a falta de competência na administração do dinheiro são cruciais para a péssima condição do serviço público prestado nestes campos (e nos outros também), independente da quantidade de dinheiro investido.
No entanto, o que mais se vê são políticos prometendo investir mais dinheiro em saúde, educação, segurança, etc. E, pior, o povo faz coro e pede cada vez mais investimentos nestas áreas, quando deveria pedir maior qualidade do serviço público prestado. O que importa é ter educação ou saúde pública de qualidade e não simplesmente investir mais dinheiro, muitas vezes sem qualquer retorno. Na verdade, o ideal seria que se melhorasse tanto a eficiência na administração destes recursos que se tivesse boa qualidade nos serviços públicos de educação, saúde e outras áreas, diminuindo o investimento.

É sempre bom lembrar que não existe dinheiro do governo e sim dinheiro do contribuinte, administrado (muito mal!) pelo governo. Então, quanto melhores forem os serviços oferecidos pelo Estado com o menor custo possível, melhor a qualidade de vida de todos, com menores impostos cobrados da população em geral. Portanto, o clamor do povo não deveria ser para o governo gastar mais dinheiro e sim para que gerisse melhor o que já gasta e melhorasse a qualidade da prestação de seus serviços.

Infelizmente, o governo gasta muito mal o dinheiro do povo. Aliás, Milton Friedman já dizia: “Se coubesse ao governo administrar o deserto do Saara, dentro de cinco anos faltaria areia”. O único adendo a colocar nesta citação é que a areia acabaria muito antes dos cinco anos caso os administradores fossem os políticos brasileiros. Mas, o lado bom disso, se é que podemos considerar assim, é que há muito o que melhorar com que já se investe neste país somente aplicando uma administração menos corrupta e mais competente.

Desta forma, o povo deveria pedir mais eficiência na gestão de seu dinheiro e melhor qualidade dos serviços públicos prestados e não simplesmente mais dinheiro para saúde e educação. É necessário melhorar a qualidade do investimento que já existe e não simplesmente aumentar este investimento sem retorno satisfatório. Não há justificativa, com o montante que o Brasil já investe em educação (em comparação ao PIB, mais que muito país desenvolvido que tem um sistema de educação muito melhor que o nosso), ter um serviço público tão ruim. E isto vale para saúde, segurança e todos os outros campos.

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