O ser humano e o imediatismo

O vídeo abaixo mostra um experimento muito interessante. É dado um doce para crianças entre 4 e 6 anos de idade e explicado que elas ganhariam outro se não comessem o que receberam nos próximos 15 minutos. Como era de se esperar, a maioria não se conteve e comeu o doce, não recebendo a recompensa extra.
O apresentador no vídeo explica que da primeira experiência conduzida há muitos anos atrás, as crianças que não comeram o doce e receberam o segundo, foram bem sucedidas no decorrer da sua vida, enquanto muitos que comeram o doce sem esperar, não. E explica que esse imediatismo, não esperar um pouco por uma recompensa maior, gera efeitos em todos os ramos da vida de uma pessoa.

No campo das finanças pessoais, é possível observar perfeitamente este tipo de comportamento no ser humano. A grande maioria das pessoas não quer, ou mesmo não consegue como as crianças do experimento, aguardar uma recompensa maior no futuro, se satisfazendo com uma gratificação menor, mas imediata. Muitos preferem comprar um celular ou uma TV cara do que economizar e investir em um futuro mais promissor.

Logicamente que as pessoas não podem abdicar de itens necessários e nem devem deixar de comprar itens que já tragam enorme satisfação no presente. Mas, é normal uma pessoa comprar um celular por R$ 300,00 quando um de R$ 150,00 era mais do que necessário ou comprar uma TV LCD grande quando já tem uma TV e o dinheiro não está sobrando. É nestas coisas que o indivíduo deve postergar um pouco sua gratificação pessoal para poupar e ter maiores possibilidades no futuro.

É bem provável que as crianças que não aguentaram e comeram o doce, ficaram bravas e com inveja das que se seguraram e tinham dois doces no final do experimento. E que as crianças que ganharam a gratificação extra ficaram muito felizes de terem suportado os 15 minutos e terem dois doces para comer.




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