Os refugiados sírios e a humanidade

Nos últimos dias a imagem do menino sírio morto em uma praia da Turquia chocou o mundo e mostrou a todos o drama de milhares de pessoas, que estão fugindo da guerra em seu país para tentar um futuro melhor em outra parte do mundo. São inúmeras pessoas procurando refúgio de uma guerra cruel e sangrenta.

Nesta situação é possível observar dois lados da mesma moeda, a moeda humanidade. Enquanto a maldade e carnificina não param e forçam os sírios a fugirem de seus lares e arriscarem suas vidas em busca de refúgio, pessoas que não tem nada a ver com o conflito se mobilizam para ajudar os refugiados. Enquanto existem pessoas que escravizam, estupram e matam outros seres humanos em uma guerra sem fim, existem também indivíduos que, por pura vontade de ajudar ao próximo, oferecem suas próprias casas para acolher os sírios.
Na Finlândia, o primeiro-ministro ofereceu sua casa de campo para receber os refugiados. Um bilionário egípcio propôs comprar, com seu próprio dinheiro, uma ilha para abrigar os que estão fugindo da guerra. Na Islândia, pessoas comuns, como eu e você, oferecem suas casas para que os refugiados sejam abrigados. Isto tudo, renova a fé na humanidade, pois, mesmo com toda maldade e crueldade existente, há pessoas, e não são poucas, capazes de ajudar, de modificar sua vida normal para acolher um completo desconhecido.

E essa mobilização de pessoas comuns está surtindo efeito, pois, após o choque envolvendo a morte do pequeno refugiado, países mundo afora estão tentando receber mais refugiados e amenizar um pouco o sofrimento existente. Neste ponto, não podemos reclamar do Brasil. Desde que a guerra se aprofundou na região, o Estado brasileiro está facilitando a entrada de sírios e é um dos países, fora da rota de refugiados, que mais recebe os fugitivos desta guerra, com mais de 2 mil pessoas sendo recebidas no Brasil desde 2011.

Mas, mesmo com esta recente mobilização, o problema está muito longe de se resolver, cada vez mais pessoas estão fugindo da guerra sem ter para onde ir. No entanto, apesar de toda a tristeza da situação, é muito bom ver as pessoas se mobilizando, tentando ajudar, e conseguindo dentro de suas possibilidades, um outro ser humano que tanto precisa desta ajuda.

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