A tragédia do Rio Doce

Dias atrás aconteceu uma tragédia que chamou a atenção de todo o país, o rompimento de uma barragem de detritos em Mariana, interior de Minas Gerais, provocou uma avalanche de lama, que causou enorme destruição por onde passou. Um dano imensurável para natureza e para população local.
Possivelmente houve falha de fiscalização por parte do governo. Além disso, pode ter acontecido negligência da empresa na manutenção da barragem, mas depois do ocorrido não dá para fazer mais nada quanto ao que podia ser feito, além de aprender e corrigir as falhas para o futuro. A pergunta que deve ser feita é o que fazer agora?

A resposta é se preocupar com o que ainda pode ser feito para aliviar o sofrimento da população afetada e recuperar o máximo possível da área atingida. Após o incidente, deve-se apurar rapidamente quem é o responsável e puni-lo com multas e indenizações pesadas. Mas este dinheiro não pode ir para o buraco negro estatal e sumir devido a corrupção e a ineficiência, ele deve ser aplicado imediatamente na área devastada. Tem que ser imediato o uso deste dinheiro no socorro emergencial para o povo da região e na reconstrução do que foi destruído, ou no que der para ser reconstruído. 

Nestes casos, não pode haver demora, a lei deve ser dura, inflexível e para todos, sem exceção. O responsável pela tragédia deve arcar com os custos do socorro emergencial e posterior reconstrução da região e deve fazer isso de maneira imediata. Não adianta multar e só receber o dinheiro depois de muitos anos ou multar, receber e não aplicar o dinheiro na região. O responsável deve ser punido e esta punição deve resultar na restruturação de toda área afetada por sua negligência.

Um comentário:

  1. Saudações,
    A partir do momento em que a Samarco é uma empresa privada terceirizada de outra empresa atualmente privatizada, a Vale, não cabe ao governo a culpa por uma suposta "falta de fiscalização". Não é tão difícil perceber, os noticiários isentos mostram, que houve negligência por parte da Samarco na questão da manutenção da barragem. O governo privatiza, na ótica liberal, justamente porque não tem competência para estas atividades, supondo que as empresas privadas têm. Olha aí o resultado...
    Precisamos colocar as coisas dentro do seu contexto. Uma empresa privada tem que cortar custos onde for possível para que no fim das contas seu lucro seja potencializado. E nessas horas a questão da segurança e da manutenção é que sofre. Fico imaginando o estardalhaço que os neoliberais estariam fazendo agora, se esse crime ambiental de proporções colossais tivesse sido cometido quando a Vale ainda era estatal... Mas há quem ainda levante a tese de acidente!!!
    O que fazer é simples: cancelar a privatização, cometida pelo PSDB na época do seu governo, daquela forma bandida que você deve saber, e devolver o patrimônio do subsolo brasileiro a seus donos. Depois, responsabilizar a empresa privada pelo crime ambiental, fazendo-a indenizar o Estado e reparar os danos causados da melhor forma possível. Em seguida, interpelá-los judicialmente pela negligência da barragem.
    Isso é o mínimo.
    Grande abraço,
    Almir Albuquerque
    Panorâmica Social

    ResponderExcluir