A história de um príncipe brasileiro

Foto de uma coroa. A história de um príncipe brasileiro
A história de um príncipe brasileiro

"A história de um príncipe brasileiro" conta a vida de Pedro Augusto Luís Maria Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Saxe-Coburgo e Bragança, neto mais velho do Imperador Dom Pedro II.

O Príncipe Pedro Augusto era o filho mais velho da Princesa Leopoldina e como Dom Pedro II tinha somente duas filhas e a mais velha, Princesa Isabel, não tinha filhos ainda, o nascimento de Pedro Augusto foi precedido de grande expectativa e comemorado com muitos festejos, pois o recém-nascido era considerado até ali o príncipe herdeiro ao trono brasileiro.


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Seu padrinho foi o Imperador do Brasil, seu avô materno, e sua madrinha a rainha da França, sua bisavó paterna. O pai de Pedro Augusto era um príncipe alemão da casa Saxe-Coburgo-Gota e Duque de Saxe, de família nobre europeia com muita história e parentes reis e rainhas em vários países do mundo até os dias atuais.

O Duque residia em Viena na Áustria, mas para casar com a Princesa Leopoldina assinou um contrato aceitando passar alguns meses por ano no Brasil e que os filhos do casal nascessem no Brasil enquanto a sucessão não estivesse mais clara.

E assim correu a história, o casal residia parte de seu tempo no Brasil, parte na Europa e teve seus primeiros três filhos em solo brasileiro. O quarto filho, já distante da linha sucessória, nasceu em Viena, onde a Princesa Leopoldina pouco tempo depois ficou doente e morreu.

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Com a morte da Princesa, o Duque de Saxe resolveu ficar na Europa de vez. A família imperial brasileira concordou desde que os dois filhos mais velhos do casal, os príncipes Pedro Augusto e Augusto Leopoldo, fossem criados pelos avós maternos no Brasil. O Duque concordou já que, até aquele momento, Pedro Augusto era considerado príncipe herdeiro do trono brasileiro e viajou para o Rio de Janeiro para entregar os filhos mais velhos ao avô.

Pedro Augusto foi criado por Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina e era conhecido como “o preferido” por ser tão próximo a eles.  No entanto, quando tinha entre nove e dez anos deixou de ser o herdeiro ao trono brasileiro, já que sua tia, a Princesa Isabel, considerada estéril por muitos, teve seu primeiro filho, Pedro Alcântara, o Príncipe do Grão-Pará e herdeiro do trono.
Mas a história do Príncipe Pedro Augusto não acabou, "o preferido" cresceu, se formou em ciências e letras e depois em engenharia, mas nunca deixou de pensar na sucessão ao trono brasileiro. Fazia reuniões com pessoas importantes do império, se tornava popular e tentava no parlamento alterar a lei de sucessão para que ele fosse o herdeiro e não seu primo ou tia. Essa tentativa de alterar a lei de sucessões fazia com que alguns o chamassem de Príncipe Conspirador.

A popularidade do príncipe Pedro Augusto crescia e seu pleito ao trono brasileiro recebia muitas adesões de nobres e políticos importantes. Alguns dizem que até sua avó, a Imperatriz, o apoiava na tentativa de ser o futuro imperador.


No entanto, como a história nos conta, não houve qualquer sucessão ao império brasileiro, a proclamação da república acabou com a monarquia no país e deu um golpe duro na sanidade mental de Pedro Augusto, que já no navio que levava sua família ao exílio teve um surto psicótico.


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Já vivendo na Europa, o Príncipe brasileiro foi tratado de seu problema por alguns médicos, incluindo Sigmund Freud, mas sempre ligado à política no Brasil e tentando restabelecer a monarquia no país, não conseguia a paz de espírito que sua recuperação necessitava. A morte de sua avó e posteriormente de seu avô, Dom Pedro II, de quem era muito próximo, foram a pá de cal na sua saúde mental. Pedro Augusto, que nesse época morava no palácio da família de seu pai em Viena, entrou em profunda depressão e tentou o suicídio.

Diante da tentativa de suicídio, o Duque de Saxe internou o filho em um sanatório. Lá o Príncipe Pedro Augusto ficou por mais de quatro décadas até sua morte aos 68 anos. E dizem que até seus últimos dias de vida acreditava que seria o imperador do Brasil.


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