Maria Quitéria, a primeira militar brasileira

Retrato de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, pintado em 1920 por Domenico Failutti. Integra o acervo do Museu Paulista. A primeira militar brasileira
Maria Quitéria, pintado em 1920 por Domenico Failutti. 
Acervo do Museu Paulista.

A primeira mulher reconhecida por pertencer a uma unidade militar das Forças Armadas Brasileiras é Maria Quitéria de Jesus durante a guerra de independência do Brasil.


Não é muito divulgada essa parte da nossa história, mas a guerra de independência do Brasil não foi igual em todos os lugares do país. Na Bahia, por exemplo, começou antes do grito do Ipiranga e se arrastou por quase um ano depois, acabando, após várias batalhas, em 2 de julho de 1823, feriado na Bahia como comemoração da independência do estado.


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Durante essa guerra que a jovem Maria Quitéria, nascida no final do século XVIII (provavelmente em 1792) na cidade de Feira de Santana, juntou-se ao exército brasileiro para lutar pela liberdade de seu país.


Como somente homens eram aceitos no exército naquela época, Maria Quitéria se vestiu com as roupas de seu cunhado, cortou o cabelo e, se fingindo de homem, se alistou no batalhão “Voluntários do Príncipe”. No alistamento utilizou o nome de seu cunhado, Medeiros.

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Soldado Medeiros ficou conhecido por sua disciplina e manejo com armas. Maria Quitéria tinha experiência com caça e facilidade com armas, rapidamente se adaptando ao exército.

Os esforços e a dedicação da soldado foram reconhecidos quando o pai de Maria Quitéria, que não queria que ela se alistasse, contou ao batalhão que Medeiros era uma mulher e o Major, que chefiava o batalhão, não permitiu seu desligamento conforme a vontade de seu pai.


Após a descoberta da verdade e o fim do soldado Medeiros, Maria Quitéria foi autorizada a trocar o uniforme masculino por saia e passou a usar seu verdadeiro nome. Sua coragem inspirou várias mulheres a ingressarem no exército, formando um grupo de mulheres comandadas por ela. Esse grupo participou de várias batalhas como a defesa de Itapuã, Pituba e Rio Paraguaçu.


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Com o fim da guerra e independência do Brasil, Maria Quitéria foi promovida a Cadete e recebeu de Dom Pedro I o título de “Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro”.

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A lei 13.697 de 2018 incluiu o nome de Maria Quitéria de Jesus no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Maria Quitéria também é Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro e homenageada com o nome de uma rua no famoso bairro de Ipanema no Rio de Janeiro, junto com outros heróis da independência.


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