A compra do Acre

Mapa do Acre antes da compra. A compra do Acre
Mapa antes de 1903. A compra do Acre
 

"A compra do Acre" conta a história da incorporação do território que atualmente é o estado do Acre ao Brasil.

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No início do século XIX era bem indefinido os limites de fronteira naquela região, até que, em 1867, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de  Ayacucho, que definia a região do Acre como território boliviano.


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No entanto, nos anos seguintes o comércio da borracha começou a chamar muita a atenção de todos para a região, governos começaram a se interessar mais por aquele local e o povo começou a migrar em busca de trabalho e riquezas.

Pessoas do Brasil inteiro rumaram para região amazônica para tentar melhorar de vida. Por volta do ano de 1880, após prolongada seca no sertão nordestino, muitos deixaram o nordeste rumo aos seringais.

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Essa grande migração de pessoas para região acelerou a ocupação de terras com seringueiras, inclusive em terras bolivianas (atual Acre).

A grande quantidade de brasileiros na região incomodou o governo boliviano, que, em 1899, estabeleceu um posto em Porto Alonso (atual Porto Acre) para garantir a soberania do país e cobrar taxas e impostos.

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Os seringueiros, que eram apoiados pelo governo do Amazonas, não gostaram e expulsaram os bolivianos. O governo da Bolívia, com dificuldades de ocupar e manter tropas na região, decidiu arrendar o território para uma empresa anglo-americana, a Bolivian Syndicate, com poderes de cobrar imposto e usar a força.

Quando o governador do Amazonas, José Cardoso Ramalho, soube do arrendamento, enviou o espanhol Luís Gálvez acompanhado de militares para ocupar a região. Lá chegando, Gálvez fundou a República do Acre e tornou-se seu primeiro presidente, com apoio dos seringueiros.

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Por pressão da Bolívia ao governo brasileiro, e por cumprimento ao tratado assinado em 1867, o Brasil manda forças ao Acre para acabar com a República do Acre e reinstalar os bolivianos no poder.

No entanto, o povo local, quase todos brasileiros, com ajuda do governo do Amazonas e muitos comerciantes de borracha da região, continuou lutando contra os bolivianos.

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Até que liderados por um ex-aluno da Escola Militar de Porto Alegre, Plácido de Castro, os brasileiros conseguiram novamente expulsar os bolivianos e não permitir a ocupação da área pela Bolivian Syndicate.

A partir deste momento as batalhas deixaram de ser armadas e passaram a ser diplomáticas. O ministro de relações exteriores do Brasil, Barão de Rio Branco, e o embaixador Assis Brasil conduziram a negociação com a Bolívia para a compra do Acre e o fim dos conflitos na região.

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O Brasil pagou 10 mil libras esterlinas para a Bolivian Syndicate desistir do contrato que tinha e 2 milhões de libras esterlinas mais o Triângulo de Abunã, pequeno território que pertencia ao Mato Grosso, para comprar o Acre da Bolívia.


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Termos aceitos, em novembro de 1903, foi realizado o Tratado de Petrópolis definindo a nova fronteira do Brasil com a Bolívia e o Acre como território brasileiro.

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Algumas cidades atuais do Acre levam o nome das pessoas que participaram da história da incorporação acreana ao Brasil como, por exemplo, a capital Rio Branco e as cidades de Plácido Castro e Assis Brasil.


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2 comentários:

  1. Histórias do nosso país que poucos conhecem... Infelizmente, a história do Brasil não é ensinado direito nas escolas. Só tem realmente gosta procura se informa.

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  2. Meu avô paterno seu Joaquim Leandro,foi para esse território,com apenas 14 anos, para ser um soldado da borracha,como era chamado,ganhou um dinheirinho e voltou para Várzea Alegre-Ceará, onde comprou o seu sítio mundo novo e que ainda hoje nos pertence.

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