Os 18 do Forte

Foto dos 18 do Forte
Os 18 do Forte

 

“Os 18 do Forte” conta a história da revolta do Forte de Copacabana ocorrida em 5 de julho de 1922 contra o governo do Brasil e a política café com leite da elite latifundiária.

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Tudo começou com a insatisfação crescente de uma parte dos militares com a política café com leite dos grandes fazendeiros, especialmente de Minas e São Paulo.

A tensão foi crescendo ao longo de meses até que a prisão do Marechal Hermes da Fonseca desencadeou o que poderia ser uma resposta mais forte dos militares aos governistas.



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Desta forma, foi organizado, no dia 5 de julho de 1922, um levante de várias unidades militares pelo país contra o Governo. No entanto, sendo informado disso, o Presidente mudou lideranças militares e conseguiu dissuadir os oficiais de alta patente da revolta, evitando a rebelião em quase todas as unidades das forças armadas.

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Mesmo assim, no dia combinado, o Forte de Copacabana, comandado pelo Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal, se rebelou contra a política nacional e o Governo.

O Forte de Copacabana enfrentou o restante do exército que se manteve leal ao Governo e foi bombardeado o dia inteiro. Os 301 homens que lá se mantiveram, ficaram firmes por muitas horas, até que o Capitão Hermes da Fonseca e o Tenente Siqueira Campos sugeriram que quem quisesse poderia desistir da luta.

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Menos de 30 combatentes ficaram e o Capitão saiu do Forte para negociar com o Ministro da Guerra, sendo preso pelo Governo.

Com isso, os revoltosos decidiram sair às ruas do Rio de Janeiro e marchar contra as forças do Governo e possivelmente rumo à própria morte.

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Assim, saíram do Forte de Copacabana e marcharam rumo ao Leme na Avenida Atlântica. Mas, nesse momento muitos dispersaram, restando somente 17 militares e 1 civil que se juntou ao grupo na rua, formando os 18 do Forte.

A batalha aconteceu na orla de Copacabana e os revoltosos foram derrotados em frente à Rua Barroso (atual Rua Siqueira Campos).



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Ninguém sabe com certeza se o número famoso dos 18 do Forte era esse mesmo ou se haviam mais ou menos revoltosos. Assim como não se sabe ao certo se o número de 15 mortos e 9 feridos em ambos os lados foi esse mesmo. Mas esses são os números mais conhecidos e repetidos por todos.

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Entre outros, foram mortos na revolta: o Tenente Mario Carpenter, o Tenente Newton Prado (que morreu no dia seguinte) e o civil que se tornou um dos 18 do Forte nas ruas de Copacabana, Otávio Correia.

O Tenente Siqueira Campos ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. Em Copacabana, na Avenida Atlântica em frente à Rua Siqueira Campos, tem uma estátua que retrata o momento que o tenente foi ferido em combate.


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